27 de Junho de 2007

Nem protesto nem briga de vizinhos:

Autora do "caso do carro" esclarece Noticias de Montemor

Depois de na passada Segunda-Feira termos trazido aqui a noticia do carro parado na Rua Direita (Protesto ou pura briga de vizinhos?), com recados, supostamente, enviados a alguém, a autora do inusitado caso escreve-nos para esclarecer o porque de tal atitude e esclarece: Não é protesto nem briga de vizinhos. Aqui fica o texto que nos foi enviado...

É com o maior prazer que me disponibilizo a informar o atento Blog Notícias de Montemor, como proprietária do carro que se encontrava no passeio dianteiro à minha casa, na antiga Rua Direita, que continha, não uma briga, não um protesto, mas antes um manifesto de indignação pelo facto deste lindo passeio, infra-estrutura destinada à circulação pedonal, neste malogrado Cento Histórico, ser um PARQUE DE ESTACINAMENTO AUTOMÓVEL. No entanto considero que este estatuto de PARQUE, do lindo PASSEIO dianteiro às minhas portas, não legitima de modo algum a obstrução dos acessos às casas.
Da minha formação e educação não consigo conceber uma situação destas, sendo mesmo incapaz enquanto cidadã auto-mobilizada de estacionar em locais destinados à circulação pedonal e em frente a acessos de casas, pelo que é natural o sentimento de injustiça ao ter a minhas portas sistematicamente obstruídas, bem como o passeio onde desejaria circular livres de obstáculos. Senti-me assim obrigada a manifestar a minha indignação colocando a minha viatura neste passeio, com os escritos.
São evidentes outros aspectos que tornam esta situação inconcebível, tais como a emissão dos gazes dos carros para dentro das casas, a degradação dos lancis do passeio, a dificuldade de circulação de pessoas de mobilidade reduzida, como idosos, pais com crianças de colo, etc., sendo aflitivo observar os peões a terem de sair do espaço que é deles, e recorrerem à via para circulação automóvel, que é particularmente perigosa devido ao acentuado declive, constituindo um atentado à sua segurança.
Mais informo que, por carta, já apelei ao Presidente da Câmara Municipal para a correcção desta situação, tendo sido respondido que “(…) esta Câmara está presentemente a estudar o estacionamento da cidade, indo naturalmente, reequacionar a questão da utilização dos passeios como locais de estacionamento.”…
Para finalizar, como gosto de dar o exemplo tirei o meu carro de cima do passeio, estacionando-o num local que, não sendo perfeito, não está em cima do passeio, nem em frente a nenhuma porta.

Ana Teresa Magalhães

Montemor-o-Novo, 26 de Junho de 2007


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