15 de Agosto de 2007

Comentários dos Leitores:

A respeito do texto "Talvez..."

Caríssimo

Proponho-lhe pesquisar o propósito da palavra "cultura", pode ser na wikipédia ou num dicionário clássico que possa ter por casa.
Uma palavra com significados limitados mas com uma vasta amplitude de vertentes e "tendências". Quem somos nós para dizer o que é ou não é cultural. Podemos sim opinar se gostamos ou identificamos com "x" cultura. O tom depreciativo que utiliza nas sua palavras, parece demonstrar que está em pleno poder no "saber cultural".
Dou-lhe razão na questão de que aquele edifício sem dúvida que já viu melhores dias. Já o frequentei em alguns eventos mas em nenhum deles, o som do jazz por exemplo, que poderá ser considerado um ?"espectáculo"? (ou não?), fez estremecer o chão, pelo menos não mais que no largo das palmeiras, onde este fim de semana se realizou o evento cultural "Encontro Internacional de Cantares e Danças Tradicionais", o qual teve, felizmente, muita afluência.
Você já experimentou um evento no convento de S. Francisco? Experimente porque é uma boa experiência.

Um bem haja,

António Costa

RESPOSTA DO EDITOR

Caro António Costa

Antes de mais, obrigado pela sua presença nas páginas deste Blog.
Em segundo lugar quero dizer-lhe que não foi meu propósito fazer considerações sobre aquilo que é, ou não, cultura, nem mesmo dizer que aquilo que se passa no Convento de São Francisco não é cultura. O que escrevi foi isto "Ainda assim a Câmara insiste em abrir aquele espaço para alguns eventos, chamemo-lhe culturais, ou não, não é isso que está em causa aqui"
Para mais: se, de alguma forma eu considerar que alguns eventos que ali acontecem têm pouco de culturais e mais de barulhentos, não quererá dizer que outros "alguns" não são de facto de interesse cultural.
Pergunta-me se já usufrui de algum espectáculo naquele espaço. Devo confessar-lhe que não. Mesmo o espaço, vi-o poucas vezes no seu interior. Mas quando me refiro a espectáculos "barulhentos", refiro-me a "coisas" audíveis no exterior e que não é Jazz de ceretza.
Ainda há bem pouco tempo, só por falta de oportunidade, não estive presente no espectáculo de Guitarra Caipira, que muito me teria agradado assistir.
Não quis ferir a susceptibilidade de ninguém sobre aquilo que considero ou não "cultural". Sobre isso poderei referir-me noutras oportunidades e talvez fira a susceptibilidade de outros. Mas não era o objectivo deste texto.

Pedro Gama

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